Dá-me, senhor, força para suportar o mal que vem de fora, porém, muito mais força para resistir ao que jaz em mim. DeRose
Dividimos esta seção em tópicos para facilitar a sua busca
por um determinado assunto. Confira à vontade e boa leitura!
O instrutor ministra sessões práticas de Yôga aos praticantes comuns.O professor de Yôga também ministra seminários teóricos para preparação de futuros instrutores.Mestre é quem interfere na maneira de ser. O professor prepara o discípulo para o Mestre.
Conseqüentemente, praticante é quem participa das sessões práticas ministradas pelo instrutor. Aluno é quem recebe as aulas do professor. E discípulo é quem assumiu uma relação de comprometimento, engajamento, empatia, lealdade e amor. Discípulo é aquele que aprende mais fora do que dentro da sala de classe, que aceita a interferência do Mestre em sua vida privada.
Logo, observa-se que muita gente declara-se indevidamente discípula de Mestres já falecidos. Esses Mestres jamais poderão expressar uma crítica ou reprimenda pelo estilo de vida censurável do suposto discípulo, pela sua incorreta alimentação com carnes, uso de álcool e fumo, ou pela falta de ética. Assim é muito cômodo ter um Mestre. É por isso que os Mestres falecidos costumam ser mais aceitos: por não poder apontar as falhas dos "discípulos". Ser Mestre ou discípulo exige reciprocidade e aceitação da outra parte. Ninguém pode se declarar seu Mestre sem que você concorde em ser discípulo dele; e da mesma forma, ninguém pode se declarar discípulo sem que o Mestre concorde. Faz sentido, não faz?
Agora você já sabe porque tantos ocidentais elegem como Mestre algum hindu que já morreu e não pode recusá-los nem chamar-lhes à atenção. Se um discípulo meu procede mal é admoestado. Se reincide, estou vivo e posso declarar que ele não é mais meu discípulo, já que não cumpre o que preconizo. Mas... e se essa mesma pessoa resolver substituir-me por Sivánanda ou Aurobindo? Sivánanda, falecido em 1963, não pode vir a público para se defender e esclarecer que esse pretenso discípulo está fazendo tudo errado, que Sivánanda nunca pregou aquilo e não endossa tais procedimentos.
Talvez por essa razão vários códigos de ética, de diferentes países, proíbam ao instrutor de Yôga declarar-se discípulo de Mestre hindu falecido.
Extraído do livro Tratado de Yôga, do Mestre DeRose, Ed. Nobel